Seguindo efeito dominó, índices de ações da Europa atingem mínimas de 21 meses

11 de outubro de 2018 Off Por RGS

Seguindo efeito dominó, índices de ações da Europa atingem mínimas de 21 meses

Principais bolsas do mundo tem têm dia de perdas em meio a preocupações com guerra comercial, aumento dos juros nos EUA e declarações de Trump. Bolsas desabaram na Ásia e derrubaram mercados na Europa
Os índices acionários europeus atingiram o menor nível em mais de 21 meses nesta quinta-feira (11) seguindo a queda em Wall Street e dos mercados asiáticos, em meio a preocupações com o aumento da guerra comercial, dos juros de longo prazo nos EUA e sinais de desaceleração do crescimento global.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,04%, a 1.414 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,98%, a 360 pontos, segundo a agência Reuters.
Todos os setores da europa recuaram, embora as ações de tecnologia tenham recuperado algumas perdas graças às esperanças de fusões e aquisições. As grandes ações de tecnologia dos Estados Unidos registraram grandes perdas durante a noite, mas melhoraram um pouco nesta quinta-feira.
O efeito dominó atinge as principais bolsas do mundo nesta quinta. A Bolsa de Tóquio perdeu 3,89%, a de Xangai mais de 5% e a de Hong Kong 3,5%. Frankfurt recuou 1,5%, Paris teve queda de 1,9% e Londres perdeu 1,9%.
Em Nova York, o S&P 500 caía 0,38% por volta das 14h40, enquanto o Dow Jones tinha queda de 1,48%.
Embora Wall Street tenha registrado a maior queda em 8 meses na véspera, provocando endas generalizadas globais, o S&P 500 ainda acumula alta de 3,2% até agora este ano, enquanto as ações da zona do euro perderam 8%, destaca a Reuters.
Ações europeias são afetadas por turbulências políticas e a vulnerabilidade da região a riscos comerciais, enquanto reduções de impostos, recompras de ações e uma economia em expansão impulsionaram as ações norte-americanas.
“A diferença entre o desempenho das ações dos EUA e da zona do euro não é coincidência”, disse Patrick Moonen, estrategista de ativos múltiplos da gestora de ativos holandesa NN Investment Partners.
“Há vários motivos: a queda em Wall Street, o aumento das taxas de juros a longo prazo, novas preocupações com as relações comerciais entre China e Estados Unidos e uma atitude prudente antes dos anúncios dos resultados das empresas”, declarou à agência Bloomberg Juichi Wako, da consultoria japonesa Nomura Securities.
Juros nos EUA
O presidente americano, Donald Trump, renovou suas críticas ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), dizendo que o Fed “enlouqueceu”, em um novo ataque contra a instituição e sua política de aumento progressivo das taxas de juros.
A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, por sua vez, justificou o aumento das taxas de juros, que chamou de “necessário e inevitável” para economias como a dos Estados Unidos, com um crescimento forte, um aumento da inflação e um desemprego “extremamente baixo”.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,94%, a 7.006 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,48%, a 11.539 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,92%, a 5.106 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,84%, a 19.356 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,69%, a 9.007 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,82%, a 4.994 pontos.