Cresce procura por subproduto do milho na alimentação do gado em Mato Grosso

14 de julho de 2019 Off Por RGS

Cresce procura por subproduto do milho na alimentação do gado em Mato Grosso

DDG é rico em proteínas e está com preço menor que o farelo de soja, também muito utilizado na ração do gado. Cresce procura por subproduto do milho na alimentação do gado em Mato Grosso
A procura pelo DDG, um subproduto do milho, está grande em Mato Grosso. Ele contém mais proteína que o farelo de soja, outro alimento muito utilizado na ração, e tem um preço menor.
A usina em que o engenheiro Adriano Soriano trabalha faz o processamento do produto. Por dia, são produzidas 42 toneladas do alimento concentrado.
A procura tem sido tanta que as entregas precisam ser agendadas com antecedência. “Nós temos uma fila de espera de mais ou menos umas três semanas”, afirma.
No estado, as usinas que produzem etanol a partir do milho têm previsão de fabricar 810 mil toneladas de DDG este ano.
Com cerca de 34% de proteína, ele é indicado para alimentação animal. E o preço pago pelos criadores é atrativo. A tonelada está custando em torno de R$ 550 para retirar na indústria.
O farelo de soja, outro produto muito usado na ração, custa quase o dobro na região de Sorriso.
Na propriedade do pecuarista Eduardo Crestani, o DDG entrou na alimentação das mais de 10 mil cabeças há três anos e está presente em 25% na dieta do gado: é o principal alimento.
O pecuarista diz que os custos diminuíram: a economia foi de R$ 0,05 por cabeça confinada. “Em uma média de 100 dias de confinamento, colocando esse decréscimo de R$ 0,05 na dieta, daria em torno de R$ 50 mil no ciclo”, calcula.