Alta no preço de insumos reduz oferta de boi confinado no Oeste de SP

16 de setembro de 2018 Off Por RGS

Alta no preço de insumos reduz oferta de boi confinado no Oeste de SP

Aumento de custos atrapalhou o planejamento dos produtores; principal fonte de alimento para os bichos tem sido o pasto seco.  Tem menos boi no pasto do oeste de SP
A quantidade de bois confinados no Oeste de São Paulo está menor neste ano. Com a seca intensa e a falta de pastagens na região, o natural seria ter muitos animais em regime de confinamento, mas a alta no preço dos insumos para alimentar o gado atrapalhou o planejamento dos produtores.
A principal fonte de alimento para os bichos tem sido o pasto seco, sem nutrientes, mais parecendo uma palha.
O empresário Sérgio Przepiorka conta que gastava R$ 7 por dia com cada animal. Agora, o valor subiu para R$ 10.
“O milho hoje é R$ 40, a soja disparou de preço, ureia não tem no mercado e o bagaço de cana, que é essencial porque o boi é ruminante, você não encontra para comprar”, diz.
Para o pecuarista Daniel Luizar, que tem fazenda em Teodoro Sampaio, a solução foi reduzir o rebanho quase pela metade, de 800 para 450 animais. Desses, apenas 150 estão em fase de acabamento para o abate.
O regime que Daniel está usando é o de semiconfinamento: o gado fica solto no pasto, mas recebe também alimentação reforçada várias vezes ao dia, para ganhar peso e gordura.
“A qualidade do pasto não está satisfatória para o semiconfinamento, mas é como eu consegui ainda egordar o gado. Estou com ele pronto agora aguardando preço, porque está muito de valores que nos remunerem de fato”, afirma.
Há 12 anos a região Oeste não via uma seca tão rigorosa. A estiagem começou em março e até agora só choveu 139 milímetros – no mesmo período do ano passado, foram 408 milímetros.