Seguindo efeito dominó, índices de ações da Europa atingem mínimas de 21 meses

Principais bolsas do mundo tem têm dia de perdas em meio a preocupações com guerra comercial, aumento dos juros nos EUA e declarações de Trump. Bolsas desabaram na Ásia e derrubaram mercados na Europa
Os índices acionários europeus atingiram o menor nível em mais de 21 meses nesta quinta-feira (11) seguindo a queda em Wall Street e dos mercados asiáticos, em meio a preocupações com o aumento da guerra comercial, dos juros de longo prazo nos EUA e sinais de desaceleração do crescimento global.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,04%, a 1.414 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,98%, a 360 pontos, segundo a agência Reuters.
Todos os setores da europa recuaram, embora as ações de tecnologia tenham recuperado algumas perdas graças às esperanças de fusões e aquisições. As grandes ações de tecnologia dos Estados Unidos registraram grandes perdas durante a noite, mas melhoraram um pouco nesta quinta-feira.
O efeito dominó atinge as principais bolsas do mundo nesta quinta. A Bolsa de Tóquio perdeu 3,89%, a de Xangai mais de 5% e a de Hong Kong 3,5%. Frankfurt recuou 1,5%, Paris teve queda de 1,9% e Londres perdeu 1,9%.
Em Nova York, o S&P 500 caía 0,38% por volta das 14h40, enquanto o Dow Jones tinha queda de 1,48%.
Embora Wall Street tenha registrado a maior queda em 8 meses na véspera, provocando endas generalizadas globais, o S&P 500 ainda acumula alta de 3,2% até agora este ano, enquanto as ações da zona do euro perderam 8%, destaca a Reuters.
Ações europeias são afetadas por turbulências políticas e a vulnerabilidade da região a riscos comerciais, enquanto reduções de impostos, recompras de ações e uma economia em expansão impulsionaram as ações norte-americanas.
“A diferença entre o desempenho das ações dos EUA e da zona do euro não é coincidência”, disse Patrick Moonen, estrategista de ativos múltiplos da gestora de ativos holandesa NN Investment Partners.
“Há vários motivos: a queda em Wall Street, o aumento das taxas de juros a longo prazo, novas preocupações com as relações comerciais entre China e Estados Unidos e uma atitude prudente antes dos anúncios dos resultados das empresas”, declarou à agência Bloomberg Juichi Wako, da consultoria japonesa Nomura Securities.
Juros nos EUA
O presidente americano, Donald Trump, renovou suas críticas ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), dizendo que o Fed “enlouqueceu”, em um novo ataque contra a instituição e sua política de aumento progressivo das taxas de juros.
A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, por sua vez, justificou o aumento das taxas de juros, que chamou de “necessário e inevitável” para economias como a dos Estados Unidos, com um crescimento forte, um aumento da inflação e um desemprego “extremamente baixo”.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,94%, a 7.006 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,48%, a 11.539 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,92%, a 5.106 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,84%, a 19.356 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,69%, a 9.007 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,82%, a 4.994 pontos.