Número de inadimplentes cresce 3,9% em setembro e atinge 62,4 milhões

Segundo CNDL e SPC Brasil, número de idosos inadimplentes avançou 10% em 1 ano. O número de brasileiros com nome sujo teve alta de 3,9% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, a 12ª alta consecutiva nesta base de comparação. É o que aponta o levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito.
De acordo com a pesquisa, estima-se que há no país 62,4 milhões de consumidores inadimplentes. Isso representa 40,6% da poulação adulta do país enfrenta dificuldades para controlar empréstimos, obter financiamentos ou realizar compras parceladas.
Na comparação com o mês de agosto, entretanto, a quantidade de pessoas inadimplentes ficou praticamente estável, com variação de 0,1%.
“O desemprego permanece elevado e a renda não superou os patamares anteriores à crise, prejudicando o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores. Esse quadro deve só deve ser revertido com a melhora do mercado de trabalho, o que exige por sua vez uma recuperação econômica mais vigorosa”, afirma o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a inadimplência continua alta no país.
Inadimplência cresce mais entre idosos
Segundo o levantamento, o aumento mais acentuado da inadimplência acontece entre a população mais velha. Na faixa entre 65 e 84 anos, houve um crescimento de 10% em 1 ano no número de pessoas com o nome sujo, na comparação anual.
Em número absoluto, a CNDL estima um total de 5,4 milhões de idosos com o CPF negativado.
Considerando os brasileiros de 50 a 64 anos, a alta no número de negativados foi de 6,2%, com 12,9 milhões, e na população de 40 a 49 anos foi de 4,9%, com 14 milhões de inadimplentes.
Os dados apontam ainda que a maior parte dos inadimplentes (51,5%) permanece na faixa dos 30 aos 39 anos, o equivalente a 17,7 milhões de pessoas. Na população mais jovem, os números também são expressivos: 7,7 milhões de inadimplentes entre 25 a 29 anos e 4,4 milhões com contas atrasadas têm entre 18 e 24 anos.