Nova taxa de 8,75% para financiamento na Caixa de imóveis de até R,5 mi começa a valer na próxima semana


Até então, taxa era de 9% ao ano. Redução havia sido anunciada em 24 de agosto. Limite de cota de financiamento de imóveis usados sobe de 70% para 80%. Presidente da CEF diz que cadastro positivo deve favorecer quem não tem renda comprovada a financiar imóvel.
BCredi
A Caixa Econômica Federal ofertará a partir de segunda-feira (17) a taxa de 8,75% ao ano para financiamento de imóveis com valor de até R$ 1,5 milhão, disse nesta sexta-feira (14) o presidente do banco, Nelson Antonio de Souza.
“Também faremos avaliação de imóveis em todas as agências da Caixa a partir de segunda-feira para qualquer cliente, mesmo quem não precisa financiar”, afirmou Souza durante o Fórum Brasileiro das Incorporadoras, em São Paulo.
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Na avaliação dele, a perspectiva para 2019 é “muito boa”, considerando a captação líquida positiva da caderneta de poupança e a expectativa de introdução da Letra Imobiliária Garantida (LIG), que será uma fonte de recursos complementar para o financiamento imobiliário no país.
Outro fator que deve favorecer o setor, segundo o presidente da Caixa, é a aprovação do cadastro positivo, que deve adicionar clientes ao mercado de crédito imobiliário. “Vai aumentar a base do crédito em 1 trilhão (de reais) e trazer esse cliente que não tem renda comprovada e está fora do mercado”, disse Souza.
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Infografia: Karina Almeida/G1
A mudança da taxa ocorre após a Caixa ter reduzido as taxas em abril deste ano pela primeira vez em 17 meses, seguindo o movimento iniciado por outros bancos. Na ocasião, o banco também elevou o limite de financiamento de imóveis usados de 50% para 70%.
O Bradesco também trabalha com um cenário positivo em seu orçamento do próximo ano, independentemente do resultado das eleições presidenciais de outubro, disse o presidente do banco, Octavio de Lazari Junior, também presente no evento.
“Colocamos em nossos modelos um crescimento estável de 2 a 3 por cento… A partir do ano que vem a pauta está dada, vejo consistência em candidatos falando as mesmas coisas, uns mais intensos e outros menos. Mas não me parece que vamos fugir da reforma da previdência”, comentou Lazari Junior.
Distratos
Além das reformas necessárias para disciplina fiscal e manutenção dos juros baixos, os participantes do evento também ressaltam a importância de regulamentação dos distratos para a retomada do crescimento do mercado imobiliário, o que de acordo com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, ainda pode acontecer este ano.
* Com informações da Reuters