China pede explicações a EUA e Canadá por prisão de diretora da Huawei


Wanzhou Meng foi detida sob suspeita de ter violado sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã. Companhia chinesa é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo. Huawei quer ser um dos maiores fabricantes de celulares em dois anos
Stringer/Reuters
A China pediu nesta quinta-feira explicações a Washington e Otawa pela detenção no Canadá da diretora financeira e filha do fundador do grupo de telecomunicações Huawei a pedido dos Estados Unidos.
“Exigimos às duas partes que nos esclareçam o mais rápido possível o motivo da detenção”, afirmou Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, que pediu a libertação “imediata” de Meng Wanzhou.
A diretora da Huawei, que também é vice-presidente do conselho consultivo da empresa, foi detida a pedido da justiça americana. Ela é suspeita de ter violado sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Irã.
Wanzhou Meng, que também é vice-presidente do conselho consultivo da empresa, foi detida a pedido da justiça americana. Ela é suspeita de ter violado sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Irã.
Em nota, a Huawei confirmou a prisão de Meng e afirmou que a companhia recebeu poucas informações sobre o caso.
As bolsas chinesas fecharam em queda nesta quinta, em meio à preocupações de que a prisão possa criar uma barreira entre a China e os EUA dias depois de os presidentes Donald Trump e Xi Jinping terem negociado uma trégua temporária em sua guerra comercial para que os dois lados tenham mais tempo para as negociações.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 2,2%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,7%.
Tensões entre EUA e Huawei
Tensões entre EUA e Huawei estão nos maiores níveis desde 2016, e foram agravadas pela guerra comercial entre americanos e chineses. Em agosto, o presidente Donald Trump, alegando preocupações com segurança nacional, assinou uma lei que proíbe agências do governo de usar produtos e serviços da Huawei e de sua concorrente chinesa ZTE.
Em junho, legisladores dos EUA fizeram apelo ao Google para que empresa deixasse de fazer negócios com a Huawei, também alegando preocupações com a segurança nacional.